domingo, 13 de janeiro de 2013

Tempo novo ou novo tempo?

O mundo gira, os tempos mudam e com ele as pessoas, as perspectivas, os anseios, as oportunidades, e sem dúvidas os sonhos, os desejos de tempos melhores. Em todo País as expectativas quanto o exercicio dos próximos Governos municipais são grandes, desafios a serem encarados de forma enérgica e sem muito recursos, infelizmente Governos derrotados nas ultimas eleições deixaram várias Prefeituras a mendigar, falta remedios, carros destruidos, ruas e praças abandonadas, povo insastifeito e desacreditado.
Hora de dar a volta por cima, arregassar as mangas e brigar, buscar recursos, adquirir a confiança do povo. Os inimigos querem que tudo seja resolvido em 30 dias aquilo que levaram anos para destruir, os amigos acham que uma semana é tempo demais, já era para estar tudo em seu devido lugar.
Infelizmente sabemos que não é assim, existe a parte Burocrática da coisa pública, papeis e mais papeis a serem assinados, funcionários a serem contratados, reajustes e ajustes a serem feitos, tudo muito demorado e moroso. 
 Limpa a praça, carpina as ruas e avenidas, recolha os lixos, arrume os automóveis e móveis, conserte os carros e os tratores, ajude aquele que apoiou, contrate aquele que é de confiança. Como se não bastasse vem ai um mês após a posse o delicioso e tão aguardado carnaval, monta palco, contrata bandas, decore a cidade, monta infra estrutura, ufa... Tudo isto em trinta dias. Esta é a vida dos novos Prefeitos eleitos para o quadriênio e 2013/2016.
 Que Deus seja convosco, amém.

domingo, 27 de março de 2011

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA


Marcaram uma reunião com Deus, e lá estavam os Presidentes Bush, o Fidel Castro e seu fiel amigo daqui da República das Bananas, o nosso querido Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Chegaram para o todo Poderoso e cada um com suas indagações, primeiro foi o Presidente que se “acha”.


Bush - Senhor, primeiro é uma honra estar aqui com vossa Senhoria, principalmente por que é de passagem, tenho algumas dúvidas, e gostaria que dentro de seu entendimento pudesse me responder, quando vou ficar livre das ameaças do Bin Ladem e sua turma fanática do Talebam, quando vamos poder acordar e ter a certeza de que nem um avião desgovernado vai trombar em nossas torres? Ou um carro bomba vai explodir? Quando senhor?
Então Deus com a calma que lhe é peculiar respondeu:

Deus - Querido bush, apesar de que em certas horas vocês americanos parecem que querem meu lugar, o que posso lhe dizer é que você só vai ficar livre desse povo daqui uns cem anos.

Bush– Então Senhor, infelizmente não será na minha Gestão.

Fidel – Depois desta resposta ao meu inimigo numero um, fico até com medo de perguntar, mais... , quando vou ficar livre das injurias do mundo, do isolamento financeiro e da desconfiança dos Estados Unidos e sua turma?

Deus – Pois bem caro Fidel, você bem sabe que detesto a discriminação, mais não posso interferir neste assunto, mais posso antever o futuro e lhe garantir que daqui uns cinqüenta anos, cuba ficara livre e com credibilidade.

Fidel – Então Senhor, Infelizmente não será na minha gestão.

Lula – Querido Senhor, tinha várias coisas para considerar, minha língua “plesa”, a seca do nordeste as favelas a pobreza, se fosse enumerar tudo ficaríamos o resto da vida aqui, mais uma coisa me atormenta neste exato momento, quando o Brasil vai ficar livre da corrupção, dos políticos que fazem na vida pública o que eles fazem na “privada”, dos mensalões, desvio de dinheiro, das cuecas cheias de dólares, das cestas básicas distribuídas de madrugada às vésperas de eleições e outras propinas dentro de malas, de ex-esposas que dizem o que foi e o que seria e toda essa porcariada que estão fazendo com este País e com nossas cidades?
Depois de certo silencio inclusive do próprio Deus, tomaram uma água, porque não dá para engolir tudo isto assim a seco.

Deus – Pois é meu querido Lula, alguns até dizem que Sou brasileiro, imagine como Estou me sentindo neste momento, mais tenho uma notícia muito triste para te dar, o Brasil vai ficar livre de tudo isto um dia, mais meu querido Presidente Lula, não será na minha gestão.

Conclusão – Não adianta as ações assistencialistas do Presidente, o sufoco que o povo brasileiro tem feito para pagar seus impostos, acreditando que de alguma forma estão ajudando o Brasil e suas cidades, se continuarmos com estes políticos e alguns Empresários, que querem levar vantagem em tudo, sem pensar ao menos nos pobres e miseráveis que povoam este imenso País, acima de tudo, temos que, obrigados por lei, votar a cada dois anos e acreditar que, por mais pessimista que seja o futuro deste País, ainda tem jeito, depende e continuara dependendo de nós.


Brasil, verás que um filho teu não foge à luta.
Hélio Fernandes
Publicado em julho de 2005 no “Jornal da Estrada Real”

sábado, 26 de março de 2011

A RATOEIRA

É normal esperarmos que o Governo em qualquer esfera, faça alguma coisa por nos ou pelos “menos favorecidos”, termo que definitivamente não concordo, mas faz parte do nosso vocabulário sócio-político.
Nunca a responsabilidade é nossa. Muito embora nos últimos anos, algumas empresas ou pessoas físicas descobriram que ajudar alguém ou alguma comunidade, além de ser politicamente correto fica bem na “fita”, é só acontecer alguma catástrofe, que aparece bonzinhos de todos os lados querendo ajudar e de quebra sair na foto para algum jornal ou revista, e acho sinceramente que a natureza esta gostando da idéia, e vez por outra temos em algum lugar do planeta uma catástrofe.
 Mesmo assim existem alguns ou a maioria, principalmente os Políticos que ficam passando o problema para frente ou para outro resolver.
O Vereador fala que a culpa é do Prefeito que por sua vez diz que é dos Deputados que por sua vez diz que a culpa é do Governador, que não é bobo diz que é do Presidente e por ai vai.
Tem um causo que se adapta muito bem para esta situação:
Uma velha senhora morava sozinha num rancho longe de todos a não ser um único vizinho, que lhe ajudava nas coisas domestica. A noite caiu, ela fez um delicioso bolo, colocou-o sobre a mesa, ouviu um barulho, era um rato, então armou a ratoeira e foi dormir. O rato procurou a galinha, pediu para ajudá-lo a desarmar a ratoeira, a galinha disse que não gostava de bolo, e não iria ajudar.
Desconsolado procurou o porco. Depois de algumas gargalhadas o suíno esquivou-se e disse que apesar do bolo ser feito de milho, seu prato principal, estava cansado e não era problema seu.       
O pobre ratinho sem mais alternativa procurou a vaca, que de cara disse que não era problema dela e onde já se viu vaca comer bolo? O rato desconsolado foi dormir com fome.
Lá pelas tantas da noite a velha senhora ouviu um barulho, julgou ser a ratoeira, foi até a cozinha, para sua surpresa era uma cobra e acabou picando-a.
 Ficou muito doente, o vizinho que não era curandeiro mais sabia que uma sopa de galinha bem quente poderia curá-la, então matou a galinha.
Passaram dois dias e nada de melhorar, chamaram alguns parentes, vieram de longe, e para alimentar aquele “povaréu” precisou matar o porco.
Depois de uma semana ela veio a falecer. A família era numerosa, precisou matar a vaca para alimentar aquela multidão.
A vida é assim, às vezes quem precisa de nossa ajuda é exatamente aquele que não sofrerá as conseqüências, quando achamos que o problema não é nosso.
 Portanto, quando der, desarme a ratoeira.


Brasil verás que um filho teu não foge à luta.
Hélio Fernandes
Publicado em agosto de 2005
Jornal da Estrada Real

REFLEXÃO


REFLEXÃO



Há determinadas etapas de nossa vida que merecem uma pausa.
Uma meditação, um registro.
O dia-a-dia dos acontecimentos em que nos envolvemos, rouba-nos frequentemente a oportunidade para uma reflexão e análise.
Quando se trata de nossa vida pública, essa parada pode representar uma retificação de rumos.
Toda pergunta é válida. É na solidão de um retiro, na quietude de seu quarto, ou na conversa mais animada numa roda de amigos na praça ou num bar, que tomamos decisões que afetam, no mínimo, o universo limitado de nossa família, ou ainda mais de alguns amigos, de um velho mecânico ou de um grande empresário.

Na vida pública, uma pausa tem outro sentido. Movimenta todas as nossas energias, sonhos e ideais mais profundos.

Portanto reflita antes de tomar uma decisão, pense nos próximos quatro anos.
Afinal, sua ação de 20 segundos em um dia, representara seu futuro e de todos de sua cidade e país por cerca de 1.460 dias no mínimo.




Hélio Fernandes